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Comunidade Indígena Kokama Debate Políticas Públicas e Infraestrutura na Zona Norte de Manaus


Em encontro na noite desta quarta-feira (20), moradores do Conjunto João Paulo discutiram demandas por direitos, representatividade e ações voltadas a grupos vulneráveis com o pré-candidato Glenio Seixas


Lideranças e moradores da comunidade indígena Kokama, residente no Conjunto João Paulo, na Zona Norte de Manaus, reuniram-se na noite desta quarta-feira (20) para debater a ampliação de leis e ações governamentais voltadas aos povos originários no contexto urbano. O encontro serviu como espaço para alinhar as principais demandas do grupo, que figura como uma das etnias mais expressivas e populosas da capital amazonense.

Historicamente originários da região do Rio Solimões — de onde migraram ao longo das décadas em decorrência de conflitos territoriais e do avanço do extrativismo —, os Kokama hoje protagonizam um forte movimento de resistência urbana. Na metrópole, a etnia tem liderado a criação de núcleos habitacionais próprios, o esforço contínuo para a preservação da língua materna e a articulação política por reconhecimento institucional.

Durante a reunião, o pré-candidato Glenio Seixas esteve presente e ouviu as reivindicações dos moradores. Em sua fala, Seixas defendeu a necessidade de uma atenção mais direcionada do poder público para as populações periféricas e historicamente desassistidas, apontando que o desenvolvimento urbano precisa caminhar junto com o respeito às identidades culturais.


“O Amazonas precisa de representatividade, de pessoas comprometidas com o povo dispostas a lutar por dias melhores para nossa gente”, enfatizou Seixas.


Entre os pontos centrais discutidos pela comunidade com o pré-candidato, destacaram-se: A necessidade de melhorias nas vias, saneamento e iluminação pública dentro das áreas habitadas pelos Kokama no João Paulo. A urgência de programas de assistência e saúde específicos para a proteção de mulheres, crianças e idosos da comunidade. O fortalecimento de mecanismos legais que garantam os direitos dos indígenas que vivem em contexto urbano, assegurando acesso a serviços básicos sem a perda de sua identidade cultural.

O debate reflete a crescente organização política dos povos indígenas em Manaus, que buscam assegurar espaço e voz nas agendas governamentais e nos planos de desenvolvimento para o estado do Amazonas. 

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